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Em SC, 63,7% das rodovias têm condição regular, ruim ou péssima, aponta pesquisa

Redução dos investimentos públicos federais a partir de 2011 levou a um agravamento da situação, indica estud

A 21ª edição da pesquisa da Confederação Nacional de Transportes (CNT) revela as condições das estradas em todo o país. Em Santa Catarina, dos 3.249 quilômetros de estradas federais e estaduais avaliadas, 63,7% estão em condições regulares (35,6%), ruins (23,9%) ou péssimas (4,2%). O restante, 36,3%, se apresentam boas (25,4%) ou ótimas (10,9%). No quesito geometria da via, o Estado tem destaque negativo. O estudo indica 72,3% são regulares, ruins ou péssimas. Desse número, 26,7% são consideradas péssimas.



Nos 869 quilômetros de estradas estaduais avaliados estão o maior problema de SC. Os números mostram que 92,8% das rodovias mantidas pelo Estado apresentam condições regulares (29,2%), ruins (53,6%) ou péssimas (10%). Apenas 4,9% estão boas e e 2,3% receberam o conceito “ótimo”. Já as rodovias federais têm condições melhores: ótimas, 14%; boas, 32,9%; regulares, 38%; ruins, 13% e péssima, 2,1%.

Na classificação geral dos trechos que estão sob gestão pública, 25,3% se apresentam boas e ótimas, enquanto 74,7% estão regulares, ruins ou péssimas. Por outro lado, as rodovias concessionadas estão 88,7% ótimas ou boas e 11,3% regulares, sem registro de ruins ou péssimas.

Santa Catarina ainda tem um destaque negativo no ranking geral dos trechos avaliados: a BR-282, entre Florianópolis e Lages, é considerada a 10ª pior ligação rodoviária da pesquisa.

SC pior que a média nacional

A 21ª edição da Pesquisa CNT de Rodovias avaliou 105.814 km de rodovias em todo país, um acréscimo de 2.555 km (2,5%) em relação a 2016. Foi percorrida toda a extensão pavimentada das rodovias federais e das principais rodovias estaduais do país.

Neste ano, a pesquisa constatou uma queda na qualidade do estado geral das rodovias pesquisadas. A classificação regular, ruim ou péssima atingiu 61,8% (1,9 ponto percentual abaixo da média catarinense), enquanto em 2016 esse índice era de 58,2%. Em 2017, 38,2% das rodovias foram consideradas em bom ou ótimo estado, enquanto um ano atrás esse percentual era de 41,8%.

O fato de as rodovias catarinenses estarem em condições piores que a média nacional chamou a atenção do presidente da Federação das Empresas de Transporte de Carga do Estado de Santa Catarina (Fetrancesc), Ari Rabaiolli. Segundo ele, apesar das dificuldades, a expectativa é que a situação por aqui fosse um pouco mais favorável.

Eu não imagina que estivesse tão ruim. Acha que estaríamos melhor que o resto do país — opina

O presidente da Fetrancesc diz ainda que a situação é especialmente ruim nas rodovias que cortam o Estado no sentido Oeste-litoral, em direção aos portos (BRs 470, 282 e 280). Nesses casos, ele diz, os caminhões carregados com produtos agroalimentares perdem, em média, duas horas por viagem por conta da estrada ruim, o que gera um custo-extra de R$ 200.

Por conta disso, Rabaiolli diz que a Fetrancesc apoia a concessão das estradas mais movimentadas do Estado à iniciativa privada, a exemplo do que já acontece na BR-101 Norte e na BR-116. O modelo ideal seria o usado hoje por São Paulo, que teve o melhor resultado do país na pesquisa da CNT:

Hoje o nosso prejuízo é muito grande. Com a rodovia duplicada e pedagiada, nós conseguiríamos repassar os custos, o que é impossível de fazer hoje, e ainda teríamos melhores condições para rodar.

A concessão do trecho sul da BR-101 deve ocorrer no primeiro semestre de 2018.

Fiesc pede programa de manutenção rotineira

Para o coordenador da unidade de competitividade industrial da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Egídio Martorano, o resultado da CNT está de acordo com outros levantamentos realizados pela própria Fiesc. A conclusão, diz ele, é da necessidade urgente de um programa de manutenção rotineira das rodovias estaduais.

É uma coisa que vem sendo deixada de lado e afeta muito a todos, não só o setor produtivo. O que temos visto é um patrimônio dos catarinenses que está se perdendo — diz.

Para que tenhamos rodovias em boas condições, Martorano também defende a participação da iniciativa privada no processo. Segundo ele, “é preciso achar uma solução urgente” para a situação:

Em razão da fragilidade fiscal, o governo está com a capacidade de fazer investimentos exaurida e só deve recuperá-la daqui uns dez anos. Vemos que a concessão é a única solução, nem que seja apenas para a realização da manutenção.

Governo admite problemas

O secretário de Estado do planejamento, Murilo Flores, admite que a situação das rodovias que cortam Santa Catarina, sobretudo as de jurisdição estadual, têm problemas de manutenção. Ele lembra, no entanto, que o Estado está fazendo um investimento de R$ 5 bilhões em infraestrutura de transportes, embora diga que o necessário seriam “outros R$ 15 bilhões”.

É um mecanismo insustentável. Dessa forma a coisa não vai — afirma.

Flores lembra ainda que o governo estadual tem um projeto de conceder algumas rodovias estaduais à iniciativa privada, em parceria com a União. A maioria delas, no entanto, não tem viabilidade financeira para receber uma praça de pedágio. Com isso, a secretaria do planejamento está estudando uma outra maneira de financiar, no médio prazo, a manutenção das estradas.

Queremos que, dentro de doze a quinze anos, não tenhamos nenhuma estrada abaixo do conceito “bom”. Estamos terminando estudos para ver como será feita essa engenharia financeira. Já temos um valor, que eu não posso adiantar. O passo seguinte é dialogar com a iniciativa privada.

Sinalização deficitária 

Em nível nacional, a sinalização foi o aspecto que mais se deteriorou. Em 2017, o percentual da extensão de rodovias com sinalização ótima ou boa caiu para 40,8%, enquanto no ano passado 48,3% haviam atingido esse patamar. Neste ano, a maior parte da sinalização (59,2%) foi considerada regular, ruim ou péssima. Em relação à qualidade do pavimento, a pesquisa indica que metade (50,0%) apresenta qualidade regular, ruim ou péssima. Em 2016, o percentual era de 48,3%.

Já a geometria da via, outro quesito avaliado pela pesquisa, manteve o mesmo resultado do ano passado: 77,9% da extensão das rodovias tiveram sua geometria avaliada como regular, ruim ou péssima e apenas 22,1% tiveram classificação boa ou ótima.

Postado em: 11/11/2017 às 16:30:44
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